Filosofando no café com prosa
Em
uma belíssima tarde de sábado, dia
10 de junho, na cafeteria Claids, fomos agraciados a ouvir o senhor Deonato Feltz Junior, palestrante
de sua própria dissertação de mestrado, dissertação esta que tem o tema “A dança .
O
autor cita suas experiências e relações com a dança de uma forma mais filosófica
e ampla, e de como a mesma vem contribuindo para a descoberta de novos caminhos,
possibilidades e conhecimentos para sua formação pessoal e profissional.
Feltz
relaciona dança com vários autores, e tenta justificar seu trabalho desde as
reflexões mais antigas até as atuais, sempre preponderando a importância e
olhar crítico que os autores rementem ao
referido tema. Um momento bastante interessante foi quando ele cita o
autor Manoel de Barros, onde em sua fala o autor diz que tem medo de fazer
certas analises, pois elas poderiam
enfraquecer certas manifestações artríticas, e Feltz completa em sua fala que
não só essas manifestações mais como todas as manifestações que produzem artes
e como essas vias podem expressar conhecimentos e aprendizados e não apenas os
atos puramente científicos e tecnicistas
Em
seus relatos Feltz também destacou a falta de critérios que deveriam enaltecer a
dança como arte primordial da humanidade, destacando em sua bela fala ao
relatar que artes são lembradas e guardadas para sempre e a dança já não possuem
esta singularidade.
Conforme
o palestrante, ele encontrou uma necessidade de se aprofundar nos estudos do pensamento e atitudes filosóficas a partir
da dança, além da sua pratica, e teve como referências os autores Paul Valery, José Nuno Gil, Feltz destaca que o primeiro autor se
identifica por vários campos do saber, nota-se a relação do seu trabalho sobre
tempo e dança, e o autor José Nuno Gil se
preocupa em caracterizar as relações corpo, dança e linguagem, ou seja, o corpo como estruturas que transmitem
afetos e desejos, e que o corpo expressa e se comunica através de uma espécie
de linguagem corporal, pois é no corpo
que habitamos esses sentimentos e a potência de viver, e não somente
padrões moldados empiricamente e intitulados pela sociedade e pela medicina,
entre outros . Podemos assim perceber que os textos dialogam entre si, com
diversas reflexões, contradições e polêmicas.
Feltz
transpassa em sua fala o caráter encantador da dança, e afirma que a mesma não
é apenas um conjunto de movimentos corporais sem sentido, ele vai mais além quando
ele defende que os gestos dançados possuem sentido paradoxal.
A
construção do conhecimento se dá de varias formas, e essa foi com certeza uma uma
tarde bastante agradável e produtiva,
sem dizer no café extremante delicioso.
Marjory Povegliano
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