sexta-feira, 16 de junho de 2017

Filosofando no cafe com prosa

Filosofando  no café com prosa

Em  uma belíssima  tarde de sábado, dia 10 de junho, na cafeteria Claids,  fomos  agraciados  a ouvir o senhor Deonato Feltz Junior, palestrante de sua própria  dissertação de mestrado, dissertação  esta que tem o tema “A dança .
O autor cita suas experiências e relações com a dança de uma forma mais filosófica e ampla, e de como a mesma vem contribuindo para a descoberta de novos caminhos, possibilidades e conhecimentos para sua formação pessoal e profissional.
Feltz relaciona dança com vários autores, e tenta justificar seu trabalho desde as reflexões mais antigas até as atuais, sempre preponderando a importância e olhar crítico que os autores rementem ao  referido tema. Um momento bastante interessante foi quando ele cita o autor Manoel de Barros, onde em sua fala o autor diz que tem medo de fazer certas analises, pois elas   poderiam enfraquecer certas manifestações artríticas, e Feltz completa em sua fala que não só essas manifestações mais como todas as manifestações que produzem artes e como essas vias podem expressar conhecimentos e aprendizados e não apenas os atos puramente científicos e tecnicistas
Em seus relatos Feltz também destacou a falta de critérios que deveriam enaltecer a dança como arte primordial da humanidade, destacando em sua bela fala ao relatar que artes são lembradas e guardadas para sempre e a dança já não possuem esta  singularidade.
Conforme o palestrante, ele encontrou uma necessidade de se aprofundar nos estudos  do pensamento e atitudes filosóficas a partir da dança, além da sua pratica, e teve como referências os autores Paul Valery,  José Nuno Gil,  Feltz destaca que o primeiro autor   se identifica por vários campos do saber, nota-se a relação do seu trabalho sobre tempo e dança, e o autor José Nuno Gil  se preocupa em caracterizar as relações corpo, dança e linguagem, ou seja,  o corpo como estruturas  que transmitem  afetos e desejos, e que o corpo expressa e se comunica através de uma espécie de linguagem corporal, pois é no corpo  que habitamos esses sentimentos e a potência de viver, e não somente padrões  moldados  empiricamente e  intitulados pela sociedade e pela medicina, entre outros . Podemos assim perceber que os textos dialogam entre si, com diversas reflexões, contradições e polêmicas. 
Feltz transpassa em sua fala o caráter encantador da dança, e afirma que a mesma não é apenas um conjunto de movimentos corporais sem sentido, ele vai mais além quando ele defende que os gestos dançados possuem  sentido paradoxal.

A construção do conhecimento se dá de varias formas,  e essa foi com certeza uma   uma tarde bastante agradável  e produtiva, sem dizer no  café extremante delicioso.

Marjory Povegliano

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